MUSEU DA MISERICÓRDIA  /  27 SET - 24 NOV 2019

Genaro

O Artista Tapeceiro

Genaro Antonio Dantas de Carvalho (Salvador, 1926-1971) foi um artista inquieto e múltiplo: desenhista, pintor, designer e tapeceiro, sempre experimentando e inovando.

É essa singular jornada artística que a exposição "Genaro: traço, pincel e trama" do Museu da Misericórdia aborda através das 60 obras selecionadas de coleções particulares para apreciação do público.

Exposição Genaro – Traço, Pincel e Trama

27 de setembro a 24 de novembro de 2019

Museu da Misericórdia – Rua da Misericórdia, 6, Centro Histórico.

Salvador - Bahia - Brasil

R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)

Visitação gratuita durante a 13ª Primavera dos Museus – de 24 a 29 de setembro

“Criar é sobretudo não morrer. É uma necessidade vital, orgânica, indispensável. E cotidiana. Se eu não criasse arte, certamente criaria outra coisa de que gostasse”.

GENARO DE CARVALHO (Manchete, 5 de Julho de 1968)

O Artista

Genaro - O Artista Tapeceiro

Genaro Antônio Dantas de Carvalho nasceu em Salvador no dia 10 de novembro de 1926. Ele iniciou sua carreira aos 17 anos, quando participou do I Salão de Arte Americana, na Associação Cultural Brasil - Estados Unidos, em 1944. Em seguida, foi para o Rio de Janeiro, onde estudou desenho com o professor Henrique Cavalleiro na Sociedade Brasileira de Belas Artes (SBBA). Ainda no Rio, realizou suas primeiras mostras individuais. Na Bahia, a oportunidade de expor pela primeira vez aconteceu em 1947, na Biblioteca Pública da Cidade do Salvador. Em 1949 viajou para Paris como bolsista francês, estudando na École Nationale de Beaux Arts e no Atelier de Pintura de André Lhote, que também foi mestre de Tarsila do Amaral e de Iberê Camargo. Em 1950 descobre a tapeçaria na Europa, chegando a realizar sua primeira tapeçaria mural, nomeada de Plantas Tropicais. De volta ao Brasil, participa da 1ª Bienal de São Paulo e, em 1955, cria o primeiro ateliê de tapeçaria do Brasil em Salvador, tornando-se assim o pioneiro da tapeçaria artística brasileira. Conhecido por ser um artista inquieto e múltiplo, ele se dedicou como desenhista, pintor, designer e tapeceiro até sua morte prematura aos 44 anos, ocorrida em 2 de julho de 1971.

“A arte que faço é uma arte de amor, sempre foi. Faço porque gosto, e desejo que outros gostem também”.

GENARO DE CARVALHO (Manchete, 5 de Julho de 1968)

Genaro

Traço, Pincel e Trama

Simone Trindade

Ao longo dos séculos a Bahia viu florescer muitos estilos e vários artistas. Genaro Antonio Dantas de Carvalho nasceu em Salvador, Bahia, em 10 de novembro de 1926. Filho do comerciante Carlos Alberto de Carvalho e de D. Celina Idália Magalhães Dantas de Carvalho, desde muito cedo a arte foi parte de sua vida. Seu pai, pintor amador, foi seu primeiro mestre. Dos traços e pinceladas infantis e juvenis, restaram algumas obras que retratam a sua querida Ilha de Itaparica entre 1936 e 1939, os passos iniciais do futuro artista.

Em 1944, com apenas 17 anos, participou do 1° Salão de Arte Americana, na Associação Cultural Brasil-Estados Unidos, a primeira exposição dos integrantes da 1ª geração de modernos da Bahia, a tríade pioneira composta por Genaro de Carvalho, Carlos Bastos e Mário Cravo Jr. Logo após essa exposição, Genaro foi para o Rio de Janeiro terminar o curso científico no tradicional Colégio Andrews e estudou desenho e pintura na Sociedade Brasileira de Belas Artes – SBBA, com o professor Henrique Cavalleiro. Fruto dessa experiência foram as suas primeiras exposições individuais entre 1945 e 1948 na Associação Brasileira de Imprensa, no Museu Nacional de Belas Artes e Salão Brasileiro no Rio de Janeiro e na Biblioteca Pública e no Hall do Edifício Oceania em Salvador.

Esse era apenas o início da jornada de Genaro em sua busca por uma identidade artística. Novos caminhos o esperavam na Europa. Ao receber uma bolsa de estudos do Governo francês, embarcou para Paris em 1949. Estudou na École Nationale de Beaux Arts e no Ateliê de Pintura do cubista André Lhote, que também foi mestre de Tarsila do Amaral e de Iberê Camargo. Nessa fase de experimentação, produziu pinturas de forte influência do cubismo e do fauvismo de Matisse, mas não era o bastante. Realizou trabalhos em mosaico, vitral, e finalmente descobriu a tapeçaria mural. Nascia o tapeceiro.

Um tapeceiro, um artista tapeceiro, concebe pensando na produção, na técnica da tecelagem, tendo a tapeçaria como seu suporte de expressão. No processo criativo, para a urdidura ser tecida, primeiro Genaro pintava um quadro chamado “cartão”, à óleo. Com a tapeçaria consolidou-se em sua obra o colorido vibrante, a temática lírica da fauna e da flora nacional.

Genaro de Carvalho retornou ao Brasil em 1950, tornando-se mais uma vez um pioneiro ao criar na Bahia o primeiro ateliê de tapeçaria artística do Brasil. Genaro tornou-se referência para a história da tapeçaria no Brasil, influindo decisivamente em muitos dos seus rumos atuais.

Embora reconhecido nacional e internacionalmente como um tapeceiro por excelência, Genaro ao descobrir e consagrar-se na tapeçaria, não se limitou a essa única forma de expressão. Era um artista inquieto e múltiplo: desenhista, pintor, designer e tapeceiro, sempre experimentando até que o fio de sua vida foi cortado em 2 de julho de 1971.

É essa singular jornada artística que a presente exposição do Museu da Misericórdia aborda através das obras selecionadas de coleções particulares para apreciação do público.

Simone Trindade - curadora

Historiadora, museóloga, mestre em Artes Visuais, Diretora operacional da Tecnomuseu

Exposição - Obras

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